O melhor da cultura nerd em 2016 (versão top 3)

E aí pessoal, como vão? Estamos aí para mais um ano, e 2017 promete ser uma nova era de filmes, séries, quadrinhos e games, para a nossa sorte. Essa é a minha primeira postagem nesse ano, mas já falei com o Gustavo, e tenho planejado todos os posts até junho, pelo menos. Para quem não sabe, faço um post mensal aqui no blog, sem data certa, mas em meses de evento, costumo falar sobre a minha experiência no mesmo. Como estamos em janeiro, e 2016 ainda está fresquinho em nossas memórias, pelo bem ou pelo mal, irei escrever uma pequena retrospectiva de cada ramo que acompanho na cultura nerd (filmes, séries, música, animes/mangás, livros e games). Separei três derivados de cada tema para indicar/recomendar/elogiar a vocês :)

O conceito é bem básico e espero que gostem. Estou aberto a sugestões agora para 2017, especialmente quanto a séries e animes/mangás. Sem mais delongas, vamos ao Trilógicos Awards 2016:

GAMES

Devo admitir que foi um ano bom para os jogos em geral. Tivemos lançamentos de Uncharted 4 (pretendo jogar em breve), Fifa 17, The Last Guardian, No Man's Sky e tantos outros jogos famigerados que dariam uma lista sem fim aqui. Mas dois jogos foram o destaque do ano, sem dúvida alguma: Overwatch e Pokémon GO. Provavelmente vocês já conhecem os dois, mas quero recomendar três que fizeram meu 2016 mais feliz e que acredite se quiser, muita gente ainda não conhece. O primeiro, talvez o mais famoso deles, é Pokémon Moon, um jogo bem melhor que o famoso GO e que prende sua atenção do início ao fim. Já postei um texto explicando sobre esse jogo em novembro, se você perdeu é só clicar aqui, mas de qualquer forma, ele não poderia estar fora da lista. Os outros dois são jogos mais conhecidos por usuários assíduos da steam. Um deles é o jogo de terror Dead By Daylight, que ganhou o coração da galera e dos streamers. 
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Fonte: Indie Obscura

DBD, como é carinhosamente abreviado, consiste em um jogo de sobrevivência, onde você pode escolher ser um sobrevivente ou um assassino. Se optar por ser um survivor, você e mais três jogadores onlines têm a missão de escapar de um ambiente fechado (pode ser uma cidade, um pântano, uma fazenda, um asilo, etc...) ligando cinco geradores espalhados pelo mapa. Ao todo, sete personagens (por enquanto) podem ser escolhidos para completar o desafio, e cada um conta com uma habilidade diferente, como correr mais que os outros ou ter o poder de cura próprio. Mas qual é o perigo em questão? Trata-se da segunda escolha: o killer. Esse vilão (com seis personagens disponíveis) precisa matar os quatro sobreviventes e impedi-los de escapar do mapa. As boas opções variam de acordo com o jogador. Há monstros mais agressivos como o HillBilly, portador de uma serra elétrica, enquanto há outros mais estratégicos, como a Nurse (que se teletransporta pelas paredes) e o Trapper (como o nome diz, coloca armadilhas pelo mapa). Vale muito a pena jogar essa divertida e assustadora obra. Se curte assistir, sugiro três bons jogadores em diferentes plataformas. O Felps, que posta jogos da série em seu canal e no ControleDois, o Colono, que streamar constantemente o jogo na Azubu, e a LeSparks, que joga constantemente de survivor na Twitch.  


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Fonte:Planet Coaster Forums
Por fim, o terceiro jogo da lista é para os mais nostálgicos. Trata-se de Planet Coaster, que resgatou os sonhos de quem amava jogos do estilo SimCity e claro, RollerCoaster Tycoon. O concorrente direto de RCT aproveitou-se dos fracassos recentes de seu rival e ampliou o universo de RPG em construção de parques de diversão. Com design único e um sistema mais fácil de montar montanhas russas, o jogo tem conquistado amantes do estilo. Mas sempre tem um porém: o preço na steam é um pouco salgado: R$143, até o momento. Quem sabe no final do ano isso não mude para algo mais em conta?

SERIADOS
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Fonte: Netflix

Que ano maravilhoso para assistirmos séries, não é mesmo galera? Teve cenas inesquecíveis em Game of Thrones, morte dupla em The Walking Dead, uma temporada que rendeu Emmy para Orphan Black, reviravoltas em How to Get Away With Murder, ainda mais situações emblemáticas em Mr. Robot, um humor excepcional na segunda temporada de Unbreakable Kimmy Shcmidt e tantas outras maravilhas que seria impossível enumerar aqui (de novo). Foi o ano que conheci Fargo também, graças ao Gustavo, mas não coloquei na lista porque foi em 2015 que a série saiu. Agora, se teve um sucesso que eu precisava de fato destacar entre as três mais, sem dúvidas é Stranger Things. O que essa série fez e viralizou por uma gama de motivos, é inexplicável. Em julho, só se falava nisso (e em Pokémon GO, mas ok), e com seus rápidos oito episódios, com uma pegada dos anos 80, referências a filmes que amamos e um elenco infantil talentoso, não tinha como dar errado, não é mesmo?
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Fonte: YouTube

Em contrapartida, as outras duas séries que destaco na lista são sim famosas, mas bastante criticadas pelos brasileiros. Já o resto do mundo, aclama ambas, então, não poderia deixar de falar disso. A primeira é a nossa brasileira e original Netflix: 3%. Eu, que sou fã confesso de distopias e ficção, que adoro gincanas e provas, não pude deixar de assistir uma produção desse nível em território mundial. Concordo sim que algumas atuações ficaram forçadas a princípio, mas o roteiro fluiu bem, e alavancou a série. O final é uma inversão de valores dentro dos personagens. Queria ver mais de Mel Fronckowiak na segunda temporada, pois seu episódio foi o melhor desse começo, mas duvido muito que isso possa acontecer. No mais, aconselho que não larguem até o quarto episódio, a série promete bons desfechos e tem tudo para dar certo na segunda season.
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Fonte: YouTube

E a outra, menos criticada por aqui, mas menos vista do que no resto do mundo, é Fuller House. Essa série bateu no meu coração nostálgico de um jeito que me deixou apaixonado. Os personagens funcionam bem, o enredo é ótimo e há tempos não via uma série com claques que me divertisse tanto. Destaco dois fatores que deixaram a série interessante: o retorno do elenco antigo de Full House e o personagem Max, um menino que todos querem adotar na vida real. E detalhe: muita gente não chegou a acompanhar a série original e, mesmo assim, diz que dá pra ver de boa essa continuação. E eu concordo, mas se acha que perder Full House na infância fez falta, saiba que o Netflix liberou o seriado antigo também. Ah, e não só a terceira temporada está confirmada, como temos dois bons números para essa série: acredite se quiser, mas ela superou Stranger Things como a série mais vista da Netflix no mundo, e teremos mais episódios do que os 13 tradicionais na próxima temporada. \o/

MÚSICA
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Fonte: Wikipedia

Ao contrário do Gustavo, não sou um conhecedor tão assíduo de músicas quanto ele, mas três álbuns não saíram da minha mente nesse ano (e não, Bruno Mars, o seu passou longe da minha lista, desculpa mas não curti :/). Dois o Gustavo citou nesse post maravilhoso dele (clica aqui) mas um mexeu de tal maneira comigo que não pude deixar de fora da lista. O primeiro é Starboy do The Weeknd. A mescla de R&B com pop e uma pegada melancólica é perfeita para animar seu eu interior, liberar suas mágoas e até cantar a plenos pulmões (faremos isso em Março, afinal o Lolla tá chegando!). Já I Like it when you sleep, for you are so beautiful yet so unaware of it (ufa) de The 1975, foi um álbum que o Gus me indicou tanto, que não pude deixar de conferir. E que obra-prima, meus amigos. Outra banda confirmada do Lolla que, sem sombra de dúvidas, vou aplaudir sem parar e acompanhar as faixas viciantes. Minhas prediletas do álbum são Love Me e The Sound.

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Fonte: Wikipedia
Porém, meus amigos, se teve uma banda que me surpreendeu com seu show em 2015, e lançou um álbum ainda melhor em 2016, essa banda é o OneRepublic. Em Oh My My, eles têm tudo para atingir um novo patamar e conquistar mais fãs. Com a liberação de Wherever I Go e Kids, pensei a princípio que eles colocaram tudo que tinham à disposição. Mas me enganei. A banda tinha uma meta ainda maior do que imaginei: ser definitivamente algo global e eclético. E dito isso, eles gravaram de tudo um pouco: música gospel na Turquia (Choke), pop melódico no Brasil (Future Looks Good), rap americano (Better), música eletrônica com a produtora Santigold (NbhD), country (The Less I Know) e tantos outros gêneros e países que daria uma lista gigantesca. Estou aguardando ansiosamente o próximo show deles! Se tem um lado ruim no álbum, acredito que são algumas parcerias que, ao invés de trabalharem na voz, optaram pela mixagem eletrônica exacerbada, como a faixa homônima ao álbum.

LIVROS

Novamente gente, não sou um grande perito no assunto, mas sou fã incondicional de obras infantojuvenis. Meu TCC taí para mostrar isso. Nesse ano, li menos livros do que queria (culpa do excesso de mangás e revistas, mas também da minha preguiça). Fiz as contas e foram míseros oito (ai meu coração). Mas pretendo mudar a cena agora em 2017. Já li um só na primeira semana, e pretendo manter o ritmo. Desses oito, destaco três que curti pacas.
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Fonte: YouTube
O primeiro da lista é Unidos Somos Um, a conclusão de uma de minhas sagas favoritas: Os Legados de Lorien. Talvez você conheça a série pelo primeiro livro (Eu Sou o Número 4) e saiba que, diferentemente da adaptação cinematográfica, a história das páginas é viciante. A série não se trata apenas do número Quatro, há reviravoltas instigantes, e personagens como Marina, Ella e Seis são perfeitas narradoras. A saga teve um desfecho que gostei bastante, bem melhor do que o livro anterior, que foi pura enrolação. Não darei spoilers, mas recomendo fortemente se você é fã de séries de TV como Heroes ou filmes como X-Men.

E falando em jovens superpoderosos, não posso deixar de falar sobre O Lar da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares. Eu gostei do filme de Burton (o povo odiou, mas fazer o quê), e o livro se equipara ao filme. Muitos também reclamaram da mudança do final, mas sinceramente? Eu gostei mais do final do filme do que do livro (isso é raro vindo de mim), mas ainda não li as duas continuações (estão na minha pilha de leitura desse ano, keep calm). Nem por isso, Ransom Riggs deixa de mostrar um lado peculiar (haha) e surpreendente em sua obra. O que mais gosto são as fotos macabras em preto e branco, essa sim, reais. É o livro perfeito para ler uma noite qualquer em um dia frio.
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Fonte: Wikipedia

Por fim, vamos falar de Rick Riordan. Sim, sei que muitos o odeiam, mas eu adoro o seu jeito de escrever e seu humor sagaz. Mas o que li em As Provações de Apolo, sua nova série, só confirmaram o quanto ele amadureceu na escrita e no teor de suas obras. A também excelente Deuses de Asgard, série famosa pelo nome Magnus Chase, não fica pra trás. Longe da horrível saga Crônicas de Kane e da série de altos e baixos em Heróis do Olimpo, Rick consegue falar de temas para os jovens de um jeito aberto e ameno, como sexualidade, transgêneros, séries da atualidade, preconceito, tecnologia e amizade. Em especial, o livro O Oráculo Perdido, da série de Apolo, me impressionou pela linguagem, pelas reviravoltas e por cross overs incríveis. Se esse livro fosse o verdadeiro final de Heróis do Olimpo, e não a porcaria supérflua de O Sangue do Olimpo (quinto e último livro da saga anterior), eu não me importaria. Gostei de ver esse novo ponto de vista de Rick, e espero ansiosamente pelo segundo da série, que sai em Maio.

ANIMES E MANGÁS
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Fonte: Wikipedia

Taí algo que sei mais do que música e livros. 2016 foi um ano excelente para mangás no Brasil e um ano mediano para animes no Japão. Vamos por partes. Por aqui, foi ano de lançamento de Blame, Ghost in The Shell, Ano Hana, Santia Sho, Ore Monogatari, Yokai Watch, Arakawa Under the Bridge e uma porção de mangás excelentes por aí. As continuações de algumas séries também atingiram seus ápices, como os doze springans de Fairy Tail, os dez mandamentos de Nanatsu no Taizai, a história de Shura em Ao No Exorcist, o time skip de One Piece, a saga da batalha dos arcobalenos em Tutor Hitman Reborn e tantos outros títulos tal qual lançamentos. 

Porém, foram três estreias que me chamaram a atenção nesse ano: dois da Panini e um da JBC. A começar pelo sucesso de Pokémon e seus 20 anos. Depois de BW, foi a vez dos originais RGBY chegarem em terras tupiniquins. E a qualidade está excelente, a Panini ganhou muitos pontos com essa aquisição, e espero profundamente que lancem a segunda, terceira e quarta gerações em seguida.

Outra obra que foi destaque, e que vinha desde 2015 sendo comentada, foi One-Punch Man. Saitama e seu ajudante Genos chegaram em março/abril e conquistaram nossos corações de nanquim. O traço e o papel diferenciado fizeram o preço ser mais elevado, mas nem ligamos: a obra e o conceito são excelentes! 

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Fonte: YouTube
E por fim, mas não menos importante, só se fala nele: Boku no Hero Academy. O anime e mangá são histórias que soam clichês, mas que nem por isso são de qualidade ruim. Adoro o conceito trabalhado em Midoriya, é um ótimo protagonista e só irrita às vezes por ser chorão, mas pra quem leu Reborn, sabemos que Tsuna é desse jeito também. My Hero Academy chegou em setembro pela JBC e veio com brindes ótimos, divulgação inédita e tem tudo para ser ainda mais famoso nesse ano. Se tem um ponto fraco, são os japoneses. Eles não curtiram muito a história e muitos boicotaram o anime.

Animes, aliás, destaco dois: Ajin, que chegou com tudo na Netflix, e ERASER. E agora em 2017, os animes serão ainda melhores: novas temporadas de Nanatsu no Taizai, Boku no Hero, Ao no Exorcist, Dragon Ball e um novo filme de Sword Art Online! 

FILMES

No último item da retrospectiva mais imparcial de todos os tempos (e.e), vamos falar de filmes. Claro que 2016 foi excelente em vários sentidos. O meu filme favorito do ano foi O Quarto de Jack, que concorreu ao Oscar. E foi o ano de Rogue One, de Batman vs Superman, de Guerra Civil, de Doutor Estranho, de SING!, de Spotlight e de tantas obras aclamadas e criticadas. Mas eu, Murilo, separei três que fizeram a diferença no meu ano, não quero dizer que foram as melhores (uma foi sim, desculpa aí), mas afirmo que todo mundo precisa ver essa três:

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Começo por Zootopia, essa sim é a que digo ter sido a grande surpresa e, empatada com o Quarto de Jack, foi minha película predileta em 2016. O filme atinge crianças e adultos de uma maneira tão inteligente, dúbia e sagaz, que não tem como não fazermos uma autocrítica à sociedade atual e aos preconceitos. Além disso, as piadas são bem colocadas e até a dublagem foi excepcional! Não sei como não confirmaram a continuação dessa maravilha ainda. Ah, ganhou o Globo de Ouro essa semana, não duvido nada que fature o Oscar também.

O segundo da lista é Deadpool. Com seu humor icônico e sua coragem, Ryan Reynolds veio com tudo na adaptação do mercenário tagarela às telinhas. Ele quebrou a quarta parede, fez todos no cinema rirem e suas referências, caretas e trejeitos conquistaram a segunda maior leva de cosplays da vida (atrás apenas da Arlequina). O melhor filme de heróis do ano foi o único representante da categoria no Golden Globe, e a continuação vem em breve, mal posso esperar (já devo ter escrito essa frase umas quinze vezes nesse texto).
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Por fim, é aquele momento quando bate a nostalgia de cinco anos órfão da magia: sim, estou falando de Animais Fantásticos e Onde Habitam. Como foi escrito pela rainha das rainhas, J.K. Rowling, não podia ser diferente: fez sucesso, bombou e terá quatro continuações. O melhor de tudo é que o quarteto principal funciona muito bem: Newt é gente como a gente, Tina é a sabichona que amamos, Jacob é o maior padeiro que você respeita e minha favorita, Queenie, é adorável e uma musa legilimente. E fica a dica: é claro que há referências do universo de Harry Potter, mas dá para ver de buenas, sem saber nada da franquia, viu?

E bem, foi isso. 2016 foi ótimo, especialmente no cinema. Mas 2017 tá aí, é ano de nova temporada de Sense8, de Better Call Saul, dos retornos de TWD e de GoT, do último ano de Orphan Black, das continuações de Planeta dos Macacos, Transformers, Piratas do Caribe, Star Wars, Meu Malvado Favorito, Carros, de Ao no Exorcist, do novo álbum de Ed Sheeran, e de tantas outras coisas que pode até mesmo superar 2016. Resta a nós, reles nerds, aguardar para ver.

~Murilo/Mud

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