Esperando por The Killing

Ainda está cedo para preparar um post sobre "O que esperar de agosto", mas um dos assuntos em que mais aprofundarei seu teor impactante, com certeza é a temporada final de The Killing.
A série é simplesmente única, mistura mistério, drama, humor na medida certa, crimes hediondos e finais de capítulos chocantes. É o tipo de série que prova que todo mundo é inocente até que se prove o contrário. 

Na primeira e na segunda temporada, quando o Netflix ainda não possuía os direitos da série, a trama girava em torno da garota Rosie Larsen. A coitada foi encontrada morta no porta-malas de um carro de campanha político, embaixo de um lago. Coube aos protagonistas, Sarah Linden e Stephen Holder decifrar o mistério. Sarah era uma mulher com a vida ganha, iria se casar, se mudaria para uma cidade quente (bem contrária a Seattle, onde só chove e faz frio), poderia se aposentar da polícia, não haveria problemas. Mas seu último caso antes de partir a comove. E seu substituto, o novato Holder, acaba sendo seu parceiro nessa empreitada.
Holder é um personagem divertido. É como o Jesse de Breaking Bad, tem todo o humor e a malemolência que quebram as pernas da protagonista. O cara é vegetariano, mas come determinados tipos de carne. Ao mesmo tempo, é piadista nato com seu sarcasmo. Junto de Sarah, eles formam a dupla ideal. 

As duas temporadas foram enroladas, deve-se dizer. Misturar em uma só série crimes, rebeldia adolescente, problemas religiosos, política, máfia polonesa, mães descontroladas que largam suas famílias, cassinos indígenas e tantos outros elementos, pode perder o foco do assunto principal: quem matou Rosie Larsen. Mas, o mistério se desenrola de maneira espetacular, quando você acha que descobriu o culpado, as evidências apontam para o outro lado. 
E após o Netflix renovar para a terceira temporada, achei que a graça do seriado se perderia. Ledo engano, o conteúdo dele se mostrou digno de ganhar os Emmys de todas as categorias. A fragilidade dos sistemas de prisão e o abandono das garotas de rua foram o novo foco do seriado. Dessa vez, Linden e Holder estão atrás de um serial killer, que possui relação com o caso mais emblemático já resolvido por Sarah. 

A terceira temporada é lotada de personagens diferenciados. A nervosinha Bullet, que possui uma relação com Holder de maneira a impressionar os espectadores. O mala sem-alça do Reddick, o novo parceiro de Stephen. O já condenado Seward, que deve conviver com a aproximação de seu enforcamento na pena de morte. Os personagens não percebem, mas se interligam de uma maneira surpreendente.
E para quem assistiu o final da terceira temporada, fica se perguntando: E agora? Sem detalhar para não estragar a graça, Linden esta numa situação desesperadora. Caberá a Holder lhe proteger? E ao mesmo tempo, outro assassinato terá de ser resolvido pela dupla: um estudante militar mata a família inteira em um banho de sangue jamais imaginado. E ao que tudo indica, o garoto deverá ser inocente. 

Por isso, The Killing é uma das melhores séries já produzidas na televisão. É uma pena saber que, ao mesmo tempo a tão aguardada quarta temporada, será a última. Simplesmente pela falta de sucesso de público. Mas, para mim, poderiam renovar para mais dez temporadas facilmente. Resta-nos aguardar dia primeiro de agosto, e torcer para que a Netflix mude de ideia.

~Murilo/Mud

*Todas as fotos foram retiradas de sites americanos e divulgação

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